September 22, 2016

Driblando a crise

Dados preliminares da Agência Nacional de Aviação Comercial (ANAC), Banco Central e um pool de agências de viagens, apontam um fato curioso, mas que não é inédito. Como sempre acontece quando o Brasil enfrenta “solavancos” econômicos ou altas expressivas do dólar, as viagens internacionais não sofrem o abalo que muitos previam. O que muda é a forma de viajar.

Em 2015, ano em que o dólar disparou e o impacto da crise conômica chegou de vez ao bolso dos brasileiros, o movimento de viagens internacionais, quem diria,…cresceu!

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Sim, dos 10 principais destinos turísticos internacionais para brasileiros, apenas dois (Argentina e Portugal), apresentaram quedas no período. Por outro lado, Chile e Canadá cresceram, em apenas um ano, mais de 17%.

Nos números absolutos, os Estados Unidos seguem em primeiro lugar, com mais de 1.2 milhões de visitantes, seguido da Argentina com cerca de 700 mil brasileiros visitando nossos vizinhos e  “hermanos”.

Miami, como aeroporto de entrada, é campeã absoluta, com 637 mil, isso sem computar os dados de dezembro, que vão, pela progressão lógica do crescimento, se aproximar dos 800 mil visitantes entrando nos Estados Unidos pelo MIA.

Para agentes de viagens e companhia aéreas entrevistas, o diagnóstico é simples. Mudou o comportamento de quem não abre mão de viajar para o exterior. Gasta-se muito menos em compras e programas anexos. Economiza-se na categoria dos hotéis e troca-se as viagens internas de avião pelo aluguel de carro. Vale tudo para não deixar de viajar.

Esse conjunto de atitudes pode cortar o preço das férias em até 60%, se somadas a isso as promoções de passagens aéreas.Em alguns momentos, em 2015, foipossível comprar uma ida-e-volta de São Paulo para Miami por 390 dólares, contra uma média que, até 2014, raramente baixava dos 700 dólares

E, para o imenso “trade” que vive em função das viagens internacionais de brasileiros, essa tendência deve se manter em 2016.

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